Mother Off The Map

Mulheres 45+

Corpo mudando. Filhos saindo de casa. Você, se reencontrando.

Iniciativa em desenvolvimento ativo — em busca de parcerias fundadoras

"Ela não está propondo construir um aplicativo para mulheres imigrantes na meia-idade. Ela está propondo construir o círculo de apoio de que precisou e não conseguiu encontrar."

A necessidade documentada

Isolamento e barreiras de acesso — reconhecidos em nível federal.

O isolamento social entre pessoas imigrantes de meia-idade não é um problema individual — é uma questão de saúde pública já reconhecida em nível federal. Em 2023, o Surgeon General dos Estados Unidos publicou um alerta formal sobre a epidemia de solidão e isolamento social no país. Entre populações latinas e imigrantes, essa vulnerabilidade se soma a barreiras estruturais de acesso a cuidado.

Idioma

a proficiência em inglês é a barreira isolada mais determinante para o uso de serviços de saúde mental entre imigrantes latinos e lusófonos.

Para quem é

Mulheres imigrantes 45+ atravessando perdas concomitantes e pouco discutidas.

Este espaço é pensado pra mulheres imigrantes, majoritariamente brasileiras e latinas, a partir dos 45 anos, que estão atravessando perdas concomitantes e pouco discutidas do processo migratório. Muitas de nós chegamos aos Estados Unidos como cônjuges acompanhantes — seguindo a carreira do marido ou a educação dos filhos —, sem ter sido a principal tomadora de decisão da mudança. Isso costuma vir junto com a perda da identidade profissional, a ausência das redes de apoio familiar e doméstico que a gente tinha no país de origem, barreiras linguísticas e culturais no acesso à saúde — principalmente em relação à perimenopausa e à menopausa —, a reorganização financeira da família em torno de um único país ou uma única renda, e uma crise de identidade ligada ao chamado "ninho vazio", quando os filhos chegam à idade universitária.

O que é o Mother Off The Map

Um grupo de mulheres que se encontram pra se apoiar de verdade.

O Mãe Fora do Mapa é um grupo de mulheres que vivem (ou já viveram) exatamente o que você está vivendo. A gente se encontra — por enquanto, só online — pra conversar e se apoiar de verdade. Os encontros presenciais vêm mais adiante, junto com organizações parceiras. Não é terapia. É a amiga que entende porque também passou por isso.

O grupo online já está começando: um espaço fechado no Facebook, aberto a mulheres em português, inglês e espanhol — cada uma escreve no seu próprio idioma.

O Mother Off The Map não é um serviço clínico. Não faz diagnóstico, tratamento nem psicoterapia, e a facilitadora não usa títulos clínicos protegidos. A iniciativa foi desenhada pra complementar — nunca substituir nem duplicar — a infraestrutura que as organizações parceiras já oferecem. Se você estiver em crise, procure um profissional de saúde mental ou ligue para o 988 (Suicide & Crisis Lifeline, nos EUA).

Comunidade online

Um grupo fechado no Facebook, no seu idioma.

Por enquanto, o Mãe Fora do Mapa acontece só online — os círculos presenciais vêm mais adiante, junto com organizações parceiras. O grupo online já está começando: um espaço fechado no Facebook para mulheres imigrantes 45+ conversarem, se apoiarem e se sentirem menos sozinhas — em português, inglês ou espanhol, cada uma escrevendo no idioma em que se sente mais à vontade.

A entrada é aprovada uma por uma, no manual. Pode levar alguns dias — obrigada pela paciência.

O que esperar

Conversa entre iguais

Mulheres que vivem (ou já viveram) o que você vive. Sem julgamento, sem fórmula pronta, sem gurus.

Três idiomas convivendo

Português, inglês e espanhol no mesmo grupo. Você escreve como se sente mais à vontade — ninguém precisa traduzir a própria vida.

Espaço seguro e privado

Grupo fechado, com regras claras de respeito e sigilo. O que é dito ali fica ali.

Não é terapia

É apoio entre mulheres, não atendimento clínico. Se você estiver em crise, procure um profissional de saúde mental ou ligue para o 988 (nos EUA).

Adriana Carneiro

Por que a Adriana Carneiro

Entrei na perimenopausa sem ter um médico que falasse português. Meus filhos começaram a se preparar pra sair de casa bem na hora em que eu me perguntei, pela primeira vez em décadas, quem eu sou fora de todos os papéis que exerci pros outros.

Eu vim pros Estados Unidos seguindo a minha família — e descobri, como tantas mulheres imigrantes descobrem, que a versão de mim que tinha nome, profissão e um lugar no mundo (25 anos construídos em comunicação no Brasil, duas empresas próprias, um programa de empreendedorismo da FGV com a Goldman Sachs) foi silenciosamente desaparecendo.

Ninguém me preparou pra essa pergunta. O Mãe Fora do Mapa nasceu dela. Não é mais um aplicativo genérico de bem-estar — é o espaço que eu queria ter tido.

Perguntas frequentes

O que as organizações parceiras costumam perguntar.

O Mother Off The Map oferece atendimento clínico ou psicoterapia?

+

Não. O Mother Off The Map não é terapia e não substitui acompanhamento clínico. É um espaço onde mulheres se encontram pra conversar e se apoiar de verdade, complementando — nunca substituindo — serviços de saúde mental. As facilitadoras são treinadas em escuta e cuidado entre mulheres, não em prática clínica. Se você estiver em crise, procure um profissional de saúde mental ou ligue para o 988 (Suicide & Crisis Lifeline, nos EUA). Encaminhamentos para cuidado clínico também podem ser feitos pela organização parceira.

Como uma organização parceira se envolve na prática?

+

A parceira contribui com alcance à comunidade local, espaço para os encontros presenciais quando faz sentido, e conhecimento do público que já atende. O Mother Off The Map contribui com o modelo, a formação das facilitadoras, materiais trilíngues e o acompanhamento contínuo dos círculos.

Tem algum custo para a organização parceira ou para as participantes?

+

Não. A iniciativa está em desenvolvimento e as parcerias fundadoras são construídas sem cobrança para a organização parceira nem para as mulheres que participam. O financiamento é buscado por caminhos filantrópicos, não comerciais.

Em quais idiomas os círculos acontecem?

+

Em português, inglês e espanhol. A composição do grupo é definida junto com a organização parceira, respeitando o idioma dominante da comunidade atendida — a gente nunca mistura idiomas dentro do mesmo círculo.

Que protocolos de segurança existem?

+

As facilitadoras seguem protocolos escritos para situações de crise, com encaminhamento imediato para os serviços clínicos da organização parceira ou para linhas de emergência apropriadas (988, 911, linhas comunitárias). Confidencialidade é regra, com as exceções legais explicadas de forma clara às participantes.

Em que estágio está o projeto hoje?

+

É uma iniciativa em desenvolvimento ativo, com sede em Miami, Flórida, ainda sem parcerias formais anunciadas. Este site funciona como carta de apresentação para organizações que queiram conversar sobre uma parceria fundadora.